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Empresas ainda têm receio de usar redes sociais e portais colaborativos na comunicação interna

Empresas ainda têm receio de usar redes sociais e portais colaborativos na comunicação interna

A 15a Conferência de Portais Corporativos, realizada entre 23 e 25 de abril de 2013, em São Paulo, mostrou que as empresas ainda têm receio ​em usar redes sociais e ferramentas colaborativas nos ambientes comunicação interna, mas a maioria já reconhece que este é um caminho sem volta e que os portais internos ficarão cada vez mais colaborativos. “A comunicação por email vai acabar”, afirmou Braulio Fernandes, gerente de gestão de conhecimento da KPMG​. “As empresas precisam se preparar para uma geração de profissionais que só se comunic​a através de redes colaborativas.”

Muitos palestrantes ressaltaram a importância do desenvolvimento de uma cultura de colaboração nas empresas antes de disponibilizar redes sociais ou wikis corporativos. Isso porque, segundo pesquisas e experiências expostas durante o evento, os brasileiros têm medo de compartilhar conhecimento no trabalho, não querem perder poder. “Para vencer essa resistência é preciso mostrar os benefícios da colaboração”, recomendou Fernandes, citando um exemplo que vivido na KPMG: “Um cara tinha 2 mil contatos que ele não imputava no CRM de jeito nenhum, mas também não conseguia atualizar a base. Ao compartilhar percebeu que poderia ter pessoas trabalhando nisso junto com ele.”

Valerie Adem, superintendente de endomarketing do Itaú Unibanco​, também ressaltou a questão cultural. “Não podemos fazer colaboração por colaboração”, afirmou ela, aconselhando as equipes a identificar o momento certo para se criar uma única e ampla rede de colaboração na empresa. “​É importante avaliar a maturidade da organização e dos funcionários”, disse. “E não adianta diretores e gestores ‘incentivarem’ a equipe a compartilhar, se eles mesmos não o fizerem. É preciso haver exemplo”, completou Fernandes.

A intranet do Itaú mantém diversos ambientes colaborativos como o Banco de Ideias Sustentáveis, onde a empresa premia as três melhores ideias de funcionários a serem implementadas pela área de sustentabilidade. Há também o concurso Essa Foto é Minha, a Rede de Voluntários e o Campeonato de Craques, onde um game em formato quizz testa os conhecimentos dos funcionários sobre futebol e também sobre a empresa.

Outras duas empresas que trouxeram visões positivas sobre o uso de redes sociais corporativas e ferramentas colaborativas foram a Ecovias​, com a Rede da Gente, o Metrô de São Paulo, com a Estação do Conhecimento, e a Prodesp, empresa de informática do Governo do Estado de São Paulo, que inclusive destacou ser desnecessária a mediação.

Na plateia, no entanto, muitas dúvidas e depoimentos sempre receosos sobre o uso indevido de redes sociais corporativas. E se alguém falar algo e desencadear uma crise ou conflito interno? Contra este “mal iminente”, duas ações foram recomendadas: conhecer muito bem o(s) público(s) que vão interagir nas redes e ferramentas e investir muito em Governança, pois ambientes cada vez mais colaborativos pressupõe regras de conduta cada vez mais claras.

Por conhecer seu público, Maria Clara Lopes, coordenadora de comunicação corporativa da Prodesp, implementou um portal com ferramentas colaborativas que teve muito sucesso e adesão.“Como o público interno da empresa é mais velho, sempre observamos bom senso e não precisamos mediar”, disse ela, observando também sua​ surpresa ao ouvir a experiência da intranet do Buscapé, onde existe mediação. “Acho que por ser uma empresa de público jovem não existe o mesmo ‘bom senso’”, completou.

Já Marcelo Salgado, gerente de Mídias Sociais do Brasdesco​ e incentivador do uso de redes sociais nas empresas, aposta no bom senso geral: “As pessoas têm bom senso! Quem não tem é exceção e essa pequena parte do público a gente trata no particular”, afirmou ele.

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