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Enterprise Social: hora de repensar estratégias e rever abordagens​.

Enterprise Social: hora de repensar estratégias e rever abordagens​.

Moritz Berger, arquiteto de negócios da Microsoft, apresentou ideias para lá de inspiradoras na SharePoint Conference para organizações que estão adotando Entreprise Social Networking.

Ele começou sua palestra no segundo dia do evento citando Andrew Carnegie – um self-made-man escocês de 1,60m que se tornou um dos maiores industriais dos EUA. Carnegie disse que “o único capital insubstituível que uma organização possui é o conhecimento e a capacidade das pessoas. A produtividade desse capital depende da forma como as pessoas compartilham suas competências com aqueles que podem usá-las”. O baixinho morreu em 1919, mas suas palavras nunca foram tão atuais.

É hora de repensar as estratégias e rever abordagens. As empresas do futuro serão aquelas capazes de utilizar a tecnologia a seu favor, compartilhando conhecimento entre os colaboradores em larga escala. Não dá mais pra conviver com o medo de ser repreendido pelo chefe porque usou a rede social interna para organizar o churrasco da firma!

Para Berger, o churrasco iria acontecer e as pessoas falariam disso com ou sem apoio da tecnologia. E se esse evento social puder ser usado para agregar e promover a colaboração, muito melhor, esse é o caminho!

Para organizar essa troca de conhecimento (corporativo e também pessoal) via ferramentas sociais, Berger propõe quatro perspectivas estratégicas:

Group-centric: quando se pensa em como organizar os grupos de usuários, é importante uma abordagem ampla e transversal. Deve-se considerar tanto a criação de grupos formais (unidades de negócio, projetos, times especialistas), que usam as ferramentas para melhorar a eficiência do negócio, quanto grupos sociais (comunidades de prática, rede social corporativa, blogs, microblogging), com aplicativos que suportam inovação e transformação do negócio.

User-centric: a perspectiva do usuário nunca importou tanto! Deve-se considerar um estilo de trabalho digital flexível nas empresas (menos e-mail, mais Yammer; menos PC, mais mobile). A gestão de reputação (perfis, kudos) e possibilidades de expressão pessoal no meio digital (discussões, migroblogging, updates) também são muito importantes.

Application-centric: a melhoria da gestão do conhecimento estará diretamente relacionada à decisão de negócio colaborativa (BI para as massas) e ao amplo acesso às informações e às pessoas. Aplicativos também devem atender necessidades de social bookmarking, contente rating, CRM e BPM.

Marketing-centric: é necessário estruturar a ferramenta social também para promover (campanhas, produtos) e influenciar (blogging, notícias, conteúdo), ampliando o alcance e o impacto das ações. E tão importante quanto falar é saber ouvir corretamente, compreendendo as demandas e solicitações dos usuários (analytics, feedback, comunidade) em canais amigáveis.

Gestão do conhecimento negligenciada

Falar sobre a importância da gestão e compartilhamento do conhecimento é lugar comum (nos EUA é matéria superada de tão óbvia!). Mas a gestão do conhecimento é frequentemente negligenciada nas corporações que atuam no Brasil.

Não há preocupação real, por exemplo, em se estabelecer e gerenciar uma árvore de assuntos nas organizações. E isso é o básico da taxonomia para o SharePoint funcionar bem!

Outro exemplo: contamos nos dedos as grandes companhias que possuem de forma organizada e disponível na rede (no AD) as informações pessoais e fotos de seus funcionários, assim como cargo, departamento e informações sobre habilidades. Mas todas querem um super organograma atualizado automaticamente!

Oferecer funcionalidades tão importantes como um organograma ou uma busca de pessoas não é um desafio técnico intransponível, mas é o tipo de desejo que nunca se materializa por conta de processos que não foram devidamente encaminhados no mundo real e que, portanto, também não são corretamente equacionados no mundo digital.

Qualquer corporação brasileira que seguir a receita do Moritz Berger nesse momento será inovadora. E é isso o que todo mundo do andar de cima quer! Mas a questão é saber quantas organizações de fato estão dispostas a superar as burocracias do dia-a-dia para implementar um novo modelo de negócio, realmente pensado para funcionar num mundo mais conectado.

Por Flávio Paes, jornalista e sócio-fundador da Nuova.

 

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