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A Internet das coisas – você já parou para pensar sobre isso?

A Internet das coisas – você já parou para pensar sobre isso?

Ainda vemos certas tecnologias como algo pertencente a um futuro distante e o termo conectividade soa um pouco vago em meio a tantas definições. Mas já foi o tempo em que muitas das facilidades das quais os Jetsons dispunham eram mera ficção. A internet das coisas, por exemplo, é uma delas. Cada vez mais, os objetos ganham a capacidade de interagir e se conectar, ligando o mundo de um modo sensorial e inteligente. Estima-se que cerca de 212 milhões de coisas estarão conectadas até 2020.

A internet das coisas, ou internet of things, chega tendo os sensores wireless e a nanotecnologia como aliados nessa transformação das capacidades tecnológicas de gestão em diversos níveis.

Várias empresas do setor de tecnologia estão na corrida pela conectividade. McLuhan, que nos anos 60 defendia o conceito de os meios de comunicação como extensões do homem, certamente hoje ficaria maravilhado com o nível de interação e dependência do homem com as tecnologias que lhes estendem as habilidades.

Durante a CES 2014, a LG apresentou o sistema Home Chat, uma espécie de WhatsApp para eletrodomésticos. O aplicativo permite solicitar que o aspirador de pó programe a próxima limpeza e fazer um inventário à distância do que está no freezer, entre outras facilidades.

A Samsung também aposta nesse conceito de casa inteligente e defende uma gestão simplificada de todos os eletrodomésticos e dispositivos através de um único aplicativo.

Mas não se engane pensando que esta é uma tendência, digamos, doméstica. Segundo a Cisco, a internet das coisas será a próxima onda tecnológica, com potencial para movimentar um mercado de US$ 19 trilhões na próxima década. Para John Chambers, CEO da empresa, o impacto será 10 vezes maior que o surgimento da própria internet.

Com cifras tão expressivas, nada mais natural do que uma intensa movimentação dos principais players do mercado. A Intel joga suas fichas em chips com maior autonomia de bateria, conectividade, designs miniaturizados e segurança para expandir a interação com os equipamentos que não dispõem de teclados ou telas touch screen.

Neste cenário ultraconectado, as oportunidades de novos negócios serão multiplicadas. “A implantação da internet das coisas vai gerar grandes quantidades de dados, que precisam ser processados em tempo real. Este processamento aumentará a carga de trabalho dos data centers, fazendo com que fornecedores tenham novos desafios analíticos, de segurança e capacidade”, prevê Henrique Cecci, diretor de pesquisa do Gartner.

Além de gerenciar milhões de novos dados, torna-se fundamental desenvolver novas capacidade analíticas para o entendimento dos novos hábitos e expectativas dos consumidores. Apenas assim teremos subsídios para a criação de novos produtos e serviços alinhados com a nova realidade.

Nesse sentido, a tecnologia da informação caminhará lado a lado com o marketing em “um ambiente totalmente integrado, orgânico, mensurável e repleto de informações”, explica Mário Almeida, diretor da S4W Marketing Digital.

Com tudo conectado, aquele que souber entender melhor a paisagem sai na frente nesse caminho sem volta. Se já temos uma geladeira que tuíta quando o consumidor a abre para beber água, lembrando outros de consumirem água também, por que não desenvolver mais ideias que tragam essa interatividade e melhorem o relacionamento com os consumidores?

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